A ACPI é uma herança do final do século XX, quando chegou para suceder padrões mais limitados, como o APM, ou mais complicados de fazer funcionar (especialmente no Linux), como a especificação Plug and Play BIOS. Com a ACPI, passou a ser possível definir interfaces gerais (independentes de plataforma) para acesso a itens do sistema como a enumeração e configuração de hardware, o gerenciamento de energia (que antes ficava por conta do BIOS, e não do sistema operacional) e o monitoramento.

Mas Mark Shuttleworth, o fundador da Canonical, publicou sua preocupação com o fato de que – além de muitas vezes terem qualidade de software duvidosa – os firmwares dos fabricantes para suportar a ACPI podem, voluntariamente ou não, servir como vetor de ataque “invisível” à privacidade dos usuários, pela NSA e entidades assemelhadas.

A solução que ele aventa não é nada simples: convencer os fabricantes de hardware a disponibilizarem os drivers para suas inovações sempre na forma de código open source para uso no Linux, e mudar o padrão do firmware para um modelo declarativo, puramente descritivo, sem execução de código. (via lwn.net – “Shuttleworth: ACPI, firmware and your security [LWN.net]”)