Archive for the ‘tecnologia’ Category

Data Driven com Selenium IDE? Sim, é possível!


28 Jan

Post original blog “Sem Bugs (créditos Elias Nogueira)

Selenium IDE com Data Driven? Sim, isto agora é possível!

Observações iniciais
Eu sempre tive uma postura de um profisisonal, quando em aprendizado do Selenium, aprender o IDE a fins educativos e de primeiro passo da automação (record & play), de usar e propor aos profisisonais e alunos que me procuram a usar o Selenium RC para fazer testes que exigem bem mais do que o IDE: loops, controles, parametrização de dados, etc…
Mas desta vez resolvi postar sobre como fazer com que o Selenium IDE execute scrips Data Driven

ATENÇÃO: Este post é uma alteração do post original da SauceLabs[1]  que você pode acessar no link abaixo:
http://saucelabs.com/blog/index.php/2011/01/selenium-resources-for-newbs-data-driven-testing-with-ide-xml/

Ainda mantenho fortemente a minha postura: usem o Selenium RC com qualquer linguagem para usar todo o poder que essa ferramenta pode dar a você. Um dos principais motivos de escrever este post é de:

  • Eu gostar destas coisas novas e ficar brincando com os scripts
  • De ajudar os nossos amigos profissionais que ainda não sabem falar inglês e não poderiam entender o post original (e que devem levar um puxão de orelha por isso)
  • Para poder ajudar aqueles que estão aprendendo o Selenium IDE que, mesmo que este post ajude, você não vai poder fugir da programação para fazer coisas mais poderosas com a ferramenta

[1] Pra quem não sabe o criados da SouceLabs, que presta serviços de teste com Selenium nas nuvens, é um dos criadores do Selenium.

Ahh, e pra quem não sabe o que é Data Driven, é o “poder” de dar ao script a independência de dados através de parâmetros inseridos ao invés dos dados. Se você ainda não sabe o que é isso, Google!

O que você vai precisar!
Basicamente de um plugin e duas “user-extensions” do para o Selenium IDE.
Primeiro siga estes passos:

  1. Instale o plugin de Flow Control. Necessita de reinicio do Firefox
  2. Baixe a user-extension includeCommand4IDE na versão 1.1
  3. Baixe a user-extension datadriven.js, que está na versão 0.2

Clique nos links de cada item para baixá-lo!
Instalou o Flow Control e baixou as duas user-extensions? Faça o seguinte:

  1. Descompacte os aruqivos zips das respectivas user-extensions num diretório de sua escolha
  2. Adicione as duas user-extensions no Selenium IDE via menu Options/Options… clicando no botão browser parao item Selenium Core extensions (user-extension.js) (vide Possiveis Erros #1)
  3. Reinicie o Selenium IDE

Deu tudo certo? Maravilha! Vamos para os próximos passos!

Criar o arquivo XML de Massa de Dados!
Sim, para que seja possível fazer com que o script Selenese (script HTML do Selenium) esteja preparado para o Data Driven é necessário criar um arquivo XML que vai conter os dados que você vai utilizar!

Uma coisa muito importante é primeiro enterder o arquivo XML!

Entendendo o arquivo XML
Abaixo está um exemplo do arquivo XML que estou usando de exemplo:

A linha 1 possui a tag testdata. É ela que identifica que o arquivo XML é a tua massa de dados.

As linhas 2, 3 , 4 e 5 possuem a tag test. Cada tag test é um indício de massa de dados que você vai utilizar no script. Dentro desta tag existem atributos. No exemplo acima os atributos são nome e sobrenome. Estes atributos serão os parâmetros do seu script do Selenium, que irão no formato ${nomeAtributo}.
Neste caso eu tenho que colocar no meu script os parâmetros ${nome} e ${sobrenome} sem precisar criá-los anteriormente no script.

A linha 6 fecha a tab do testdata

Cada atributo tem um valor e é este valor que vai ser substituito pelo parâmetro no script. Lindo né?

Você pode criar diversos test um para cada iteração do script que você necessita.

Agora aconselho fortemente ler os itens #2, #3 e #4 do “Possiveis Erros”

Script!! (êeeeee)
Agora veremos o script final sobre o exemplo e todos os comandos necessários para que ele funcione!

loadTestData file:///C:/selenium_datadriven/massa_dados.xml
open /arquivos_blog/selenium/datadriven/
while !testdata.EOF()
nextTestData
type nomePessoa ${nome}
type sobrenomePessoa ${sobrenome}
clickAndWait send
assertTextPresent Olá, ${nome} ${sobrenome}
clickAndWait link=Voltar
endWhile

Na linha 1 da tabela temos o comando que fará o carregamento da massa de dados com o comando loadTestData. Este comando é parte da user-extension datadriven.js.
Você obrigatoriamente deve iniciar o valor deste comando com ‘file:///‘ (sem as aspas simples) seguido pelo caminho do arquivo XML (como no exemplo)
Atenção, leia o #5 do Possíveis Problemas

Na linha 2 da tabela temos o velho conhecido comando open para a minha página de exemplo deste post

Na linha 3 da tabela temos o comando while, da user-extension FlowControl, que é responsável de fazer um loop no script. O valor deste comando é !testData.EOF() que traduzindo quer dizer: “enquanto o testData não terminar, ou seja, existam as tags test execute”. Ele que é responsável por controlar o número de execuções a partir das tags test existentes.

Na linha 4 da tabela existe o comando nextTestData que pertence a user-extension datadriven.js. É ela que validará que existam dados na massa de dados (arquivos XML para continuar executando o script)

Nas linhas 5, 6, 7, 8 e 9 existem os comandos básicos do Selenium para a interação com o exemplo. Aqui você precisa prestar muita atenção: ao invés de manter os valores fixos no script eu os substitui pelos parâmetro ${nome} e ${sobrenome}, que são os nomes dos atributos da tag test do XML da massa de dados, entendeu? É só colocar o mesmo nome e, acredite, ele preencherá com o valor.

Na linha 10 da tabela há a finalização do loop pelo comando endWhile que pertence a user-extension FlowControl.

Agora é só correr para o abraço!
Pronto, tudo está pronto para execução com sucesso!
Tu podes baixar o este exemplo por este link e testar ai!

Se você executares o exemplo que você acabou de baixar, lembre-se de colocar na Base URL o endereço http://eliasnogueira.info

Agora vamos falar sobre o exemplo:

Exemplo utilizado!
O exemplo é bem simples: consiste em um formulário de submissão de dados contendo o Nome e Sobrenome de uma pessoa. Após a submissão dos dados somos redirecionados para uma tela com a seguinte mensagem na página “Olá Fulano de Tal“, onde Fulano é o nome e de Tal é o sobrenome inserido!

A página do exemplo pode ser acessada no link abaixo:
http://eliasnogueira.info/arquivos_blog/selenium/datadriven/index.php

Observação: cuidado para este item não confundir você, mas se for criar um script sobre uma página ajax ou não quer clicar em algum link de voltar, utilize o comando goBackAndWait antes do comando endWhile. Este comando fará com que o script emule o “voltar” do browser.

Possíveis Erros

  1. Se você não colocar as extensões no lugar certo receberá a seguinte mensagem logo que abrir o Seleium IDE: “error loading Selenium IDE extensions: ReferenceError: Selenium is not defined”. Então garanta que você colocou no campo certo (olhe a imagem)
  2. Elias, posso mudar o nome da tag testdata? Resposta: não! Sem esta tag o script não roda, é obrigatória!
  3. Elias, posso mudar o nome da tag test? Resposta: não! Sem esta tag o script não roda, é obrigatória!
  4. Elias, posso utilizar parâmetros diferentes entre os testes? Resposta: Sim! desde que os parâmetros obrigatórios estejam la. Se tu não entendeu, deixe todos iguais e o script vai rodar sem erros!


Abraço a todos vocês e bom divertimento!

JBoss: Application server baixa, mas as conexões continuam ativas no Oracle


28 Jan

Contribuição Marcos Esplugues

A conexão de fato não existirá mais desde que o application server esteja desligado; quem estaria ligado então? Só faltaria desligar a máquina e a conexão continuar… onde estará o problema.

Realmente não tem nada a ver com a aplicação. O Oracle mantém as sessões porque ele não sabe que o client caiu. Há um parâmetro que pode  ser configurado no arquivo sqlnet.ora que faz com que o Oracle, de tempos em tempos, verifique se o cliente está vivo. É o sqlnet_expire_time, configurado em segundos. Um valor muto baixo pode causar excesso de tráfego de rede. Um valor muito alto pode não ter serventia. A Oracle recomenda colocar 10 segundos neste parâmetro:

SQLNET.EXPIRE_TIME=10

É importante que isso não seja passado como uma recomendação ao cliente, mas como uma sugestão ao DBA do ambiente.

I Hack’n Rio


06 Jan

Divulgando – origem: http://www.riojug.org/?p=195

O maior evento de software livre do Rio de Janeiro: I Hack’n Rio

Aproveitando toda força e união que as comunidades de Software Livre têm de promover eventos no estado do Rio, a SL-RJ (Comunidade de Software Livre do Rio de Janeiro), em conjunto com as comunidades ArduInRio, Android In Rio, DojoRio, PHP Rio, PythOnRio, Rio.pm, RioJUG, RubyOnRio e Ubuntu-RJ, vêm apresentar o I Hack’n Rio !

Apesar da palavra “hacker” atualmente estar associada a uma pessoa que explora falhas de segurança em computadores e tenta prejudicar outros, no sentido original da palavra, ela designa alguém que é profundo conhecedor de algum assunto e utiliza maneiras criativas de resolver problemas. Por isso, o Hack’n Rio não é um encontro de usuários malignos de computador, mas sim de profundos estudiosos de computação, mais especificamente software livre, e pessoas que estão buscando este conhecimento.

A idéia do I Hack’n Rio surgiu quando os entusiastas de diversas comunidades de Software Livre se encontravam nos eventos promovidos pelo nosso estado, e sempre chegavam a uma mesma conclusão: está na hora de convergir. Convergir todos os eventos específicos de cada comunidade em um só grande evento, falar e fazer sobre tudo que se vê de novidades em cada tecnologia livre adotada em nosso estado.

O grande diferencial deste evento é que ele está sendo feito por todas as comunidades. E isto quer dizer que não há a centralização de tudo numa comissão organizadora só, mas sim a distribuição da organização. Cada comunidade contribuinte terá seu espaço no evento, para utilizar do melhor jeito que a mesma souber fazer.

O nosso objetivo é realizar um evento de elevado grau técnico onde todos os participantes tenham oportunidade de aprender como as tecnologias livres funcionam a fundo e também como contribuir para sua evolução.

Por isso, planejamos a seguinte estrutura:

  • Quando? 8 e 9 de abril de 2011
  • Onde? Cidade Universitária da UFRJ, na Ilha do Fundão
  • Quantas palestras? 28
  • Quantos mini-cursos? 8
  • E o que mais? Muita mão na massa com 2 salas abertas para hackfests, como Arduino Hack Day!

Você faz parte de uma das comunidades de software livre do estado? Então você também é parte do I Hack’n Rio !

Ajude a tornar o evento um sucesso procurando por patrocinadores, buscando por conteúdo relevante e chamando pessoas que fazem as coisas acontecerem – seja construindo coisas novas, seja contribuindo com projetos já existentes.

Algumas sugestões:

  • Patrocinadores: empresas que usam software livre e querem contribuir para sua evolução; empresas prestadoras de serviço ou desenvolvedoras de softwares livres que querem encontrar talentos para contratarem (as empresas podem até mesmo fazer uma espécie de “O Aprendiz” e oferecer vagas de empregos, se desejarem) e divulgar seu nome e serviços.
  • Conteúdo: não pense só em palestras e mini-cursos, pois isso temos em qualquer evento. Pense em encontros técnicos para correções de bugs ou desenvolvimento de novas aplicações ou novas funcionalidades para aplicações já existentes.

Ubuntu May Replace GDM with LightDM


13 Dec

Yet another possible change in Ubuntu’s core components: they’re mulling over replacing GDM with LightDM. Why? Well: “Faster – the greeter doesn’t require an entire GNOME session to run. More flexible – multiple greeters are supported through a well defined interface. This allows Ubuntu derivatives to use the same display manager (e.g. Kubuntu, Lubuntu etc.). Simpler codebase – similar feature set in ~5000 lines of code compared to 50000 in GDM. Supports more usecases – first class support for XDMCP and multihead.”

Legi, intellexi, condemnavi.


23 Nov

Caberia muito bem a frase do Apóstata Juliano II, para apresentar o Ágil para os gerentes da “escola normal”. Após oito anos trabalhando no desenvolvimento de software de missão crítica e num mundo ágil, ninguém me tirava da cabeça que aquela abordagem poderia de fato ir para o mundo corporativo, área para a qual “me mudei” após o Estado iniciar o processo de sucateamento das Armas.

Pergunto-me frequentemente os tantos “li, entendi, rejeitei” que ouvi ao explicar técnicas ágeis. Veio-me à mente meu próprio passado, onde tantas vezes me fiz um Juliano, quando me apresentavam um VSAM, com suas “trees”, DBase e Clipper e seus DBFs,… rejeitava-os por achar que sistemas de tempo real não combinava com Database (storages) e comecei a ter ojeriza dos coitados, e de fato comecei a usá-los em meados de 1994. Quase dez anos trabalhando em software de controle e automação industrial (PLC, Realtime, microkernel, assembler, C) e o Ágil (XP) era um companheiro, e, acredito piamente que ele nunca me traiu.

Normalmente os testes de missão crítica (sistemas de defesa, reatores nucleares e suporte à vida) são minuciosamente programados e visando o preditivo, que seria algo como “quando acontecer”, em oposição ao “se acontecer”. Normalmente um sujeito (observe que não uso a palavra desenvolvedor) treinado em ágil vai engolir sem mastigar qualquer outra técnica, e por que? Simples, o cérebro do agilista não questiona modelos, ele simplesmente age incondicionalmente; nesse momento todo um organismo, braços, olhos, cabeça, fala, se coordena automaticamente na solução; o agilista não pensa no problema. Um bom agilista sem nenhum esforço, atinge, num momento de crise qualquer um, pois sua abordagem deixa perplexos os observadores e “chama pra dentro” os capazes, todos querem de alguma forma dar sua contribuição, todos querem dar um pouco de si, todos estariam dispostos a sacar fora um pedaço de banha (pigs?) e também a quebrar os ovos (chickens?), afinal a atmosfera é funesta, estamos em risco de vida, ou acerta ou morre… e o tempo é pouco, e as penas vão literalmente pelos ares; comprometimento implícito. Assustados? A narrativa acima aconteceu, e tantas vezes me questiono se outra abordagem não Ágil, me deixaria agora escrever esse.

Ok, esqueçamos o drama ilustrativo e diminuamos a escala de perigo e demo-nos somente os últimos quatro anos, assim a gente começa um cenário Ágil mais ameno, moderno. Continuo afirmando que existe espaço para todos e uma futura convergência é inevitável e já acontece (PMI Ágil), e isso é bom. Isso mostra que estamos sempre errados, já que buscamos sempre uma melhora nesses processos.

Agora a célebre frase seria “li, não compreendi, rejeitei” – e fico triste -, “li, compreendi, fiquei com medo”… do modismo, dessa inferência a olhos vistos?

Ao surgir uma ideia nova que simplifica e funciona, que agiliza, e principalmente porque simplifica e agiliza, encontra uma resistência compreensível, pois implica quase que afirmar a obviedade, e o óbvio é uma coisa muito, mas muito complexa de entendimento. Pior, o óbvio implica uma aceitação de uma cultura, de um novo modus operandi, e isso não é pouco. Absorver uma cultura nova implica em mudança de hábitos, aquilo que nos faz, aquilo que nos identifica, isso é o que nos indica a conformidade, uma aliança, uma aceitação. Ao aceitar, passa-se a compreensão, logo em seguida procura-se os preceitos, para em seguida iniciar o processo de incorporação puro e simples. Agora você acredita, é um converso, faz parte de sua crença, com seus acertos e erros, está “doutrinado”. Incorporado então, ele começa um processo de maturação, e logo em seguida iniciar um processo preditivo individual, ora, isso implica em busca, em pesquisa, em treinos, simulações, ele se prepara para o “quando”.

Agilidade é algo inverso a uma zona de conforto,… por que mudar? As pessoas tendem a associar agilidade com adrenalina, com correria, com sandices e outras aberrações. É o inverso, acreditem. Como dito acima, o preditivo no Ágil, aquilo que era esperado, “quando acontecer”, aconteceu, eu estava preparado, esperando, não foi uma fatalidade… já existia algo, uma carta na manga, esperando o acontecimento, estava em hot stand by, não somente em stand by. O agilista observa o ecossistema, procurando algo que “encaixe” na sua cultura e até incorpora técnicas em artes marciais (dojo, kata), o inesperado é absorvido com impacto reduzido, concentrando esforço não no ataque, mas na defesa, o mais certeiro possível, rápido e preciso.

Aprecio essa pluralidade agilista, com suas adjetividades, que esbraveja jovialidade, criatividade e vontade de mudanças, de sair da mesmice, de um sistema ou modelo completamente comprometido com formalidades. Alguns itens devem ser ajustados ou melhor compreendidos, como o foco nos desejos do cliente, em detrimento à engenharia e arquitetura de software,… estamos focando o cliente e deixando esquecido o desenvolvimento de software? Não espero isso para o Scrum, por exemplo. Acho que alguns itens de qualidade deveriam ser incorporados, como um simples 5S, visando a organização pessoal e do próprio framework ágil. Algumas boas ideias estão se mantendo, outras sendo engolidas ou enquadradas por conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos (PMI), que é algo mais abrangente em gerência de projetos, enquanto que o Ágil (quase) se limita ao desenvolvimento de software, apesar de ter raízes no Lean.

As vezes penso que o mal maior do agilista é o entusiasmo pela “religião” que ele agora é um converso e, qualquer afobação gera desconfiança para seus reais resultados. Também espero que essa exposição demasiada do Scrum não o deixe tão extasiado, levando-o a sucumbir sob o peso da própria agilidade, que é afinal, seu grande mérito. Leia, compreenda, aceite-o, mas deixe alguma água no poço, mostre-o como uma alternativa.

Wooof!

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